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Selic vai cair? Copom decide esta semana, dia 2 de agosto

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Será que a taxa Selic vai cair? É o que decidirá o Comitê de Política Monetária do Banco Central. Reunião começa nesta terça-feira e decisão sai na quarta-feira.
Créditos: Banco Central do Brasil, Divulgação.

Será que a taxa Selic vai cair? É o que decidirá o Comitê de Política Monetária do Banco Central. Reunião começa nesta terça-feira e decisão sai na quarta-feira.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) começa nesta terça-feira (1º), em Brasília, a quinta reunião do ano para definir a taxa básica de juros, a Selic. Por causa da forte queda da inflação nos últimos meses, a expectativa é de que o órgão reduza a Selic, atualmente em 13,75% ao ano. Se confirmado, esse será o primeiro corte desde agosto de 2020, quando os juros tinham sido reduzidos de 2,25% para 2% ao ano.

Segundo a edição mais recente do boletim Focus, pesquisa semanal com analistas de mercado, a taxa básica deverá cair 0,25 ponto percentual, para 13,5% ao ano. No entanto, há quem defenda no mercado que a taxa irá cair 0,50 ponto percentual. No geral, a expectativa do mercado financeiro é que a Selic encerre o ano em 12% ao ano. Nesta quarta-feira (2), ao fim do dia, o Copom anunciará a decisão.

Inflação

Na ata da última reunião, em junho, o órgão acenou com a possibilidade da queda dos juros em agosto. Após uma série de comunicados duros no início do ano, em que não descartava a possibilidade de elevar a taxa Selic, o Copom mudou de tom e admitiu a redução dos juros básicos por causa do comportamento dos preços.

“A avaliação predominante foi de que a continuação do processo desinflacionário em curso, com consequente impacto sobre as expectativas, pode permitir acumular a confiança necessária para iniciar um processo parcimonioso de inflexão na próxima reunião [em agosto]”, informou o Copom na ata.

Com a forte desaceleração dos índices de preços nos últimos meses, as expectativas de inflação têm caído. Segundo o último boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras feita pelo BC, a estimativa de inflação para 2023 passou de 4,9% para 4,84%.

Em junho, puxado pela queda nos preços dos alimentos e dos carros novos, o IPCA ficou negativo em 0,08%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa foi a primeira deflação em nove meses. Com o resultado, o indicador acumulou alta de 2,87% no ano e de 3,16% nos últimos 12 meses, percentual mais baixo do que os 3,94% acumulados até o mês anterior.

Selic vai cair? Mercado reduz previsão da inflação de 4,9% para 4,84% este ano

Para que serve a Taxa Selic?

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia. Ela é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle. O BC atua diariamente por meio de operações de mercado aberto – comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros próxima do valor definido na reunião.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Ao reduzir a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do Copom, formado pela diretoria do BC, analisam as possibilidades e definem a Selic.

Qual a meta de inflação para 2023?

Para 2023, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,25%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,75% e o superior é 4,75%. Para 2024 e 2025, as metas são de 3% para os dois anos, com o mesmo intervalo de tolerância. A meta para 2026 será definida neste mês.

No último Relatório de Inflação, divulgado no fim de junho pelo Banco Central, a autoridade monetária reconhece a possibilidade de leve estouro da meta de inflação neste ano. No documento, a estimativa é que o IPCA atingirá 5% em 2023. O próximo relatório será divulgado no fim de setembro.

A Selic vai cair, de fato?

Embora todos os fatores indiquem que a Selic vai cair nesta quarta-feira após a reunião do Copom, não é possível informar com exatidão até que o próprio Banco Central divulgue oficialmente. Isso porque a decisão é tomada por um colegiado técnico que se reúne a cada 45 dias no qual são avaliados diversos fatores, tanto internos (como a inflação) como externos. Portanto, para afirmar que a Selic vai cair, teremos que aguardar até quarta-feira.

Impactos da decisão do Copom no mercado imobiliário

O provável corte da Selic tem animado o mercado imobiliário, haja vista que a taxa básica de juros influencia muito forte o custo do crédito, essencial para o setor. Animadas com a expectativa de que a Selic vai cair, incorporadoras já têm programado novos lançamentos, assim como imobiliárias e corretores de imóveis estão enxergando que as taxas de juros finais para o financiamento imobiliário podem ter um horizonte de possível queda mais à frente.

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* Texto elaborado a partir de informações da Agência Brasil

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