IGP-M cai 0,14% em agosto de 2023

Compartilhar a notícia

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) caiu 0,14% em agosto, após queda de 0,72% no mês anterior.
graficos representando a matéria IGP-M cai 0,14% em agosto de 2023

Nesta apuração do IGP-M, os produtos agropecuários (de -1,87% para 0,02%) e industriais (de -0,75% para -0,24%) contribuíram para a taxa menos negativa do índice ao produtor.

Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) caiu 0,14% em agosto, após queda de 0,72% no mês anterior. Com este resultado, o índice acumula taxa de -5,28% no ano e de -7,20% em 12 meses. Em agosto de 2022, o índice havia caído 0,70% e acumulava alta de 8,59% em 12 meses.

“Nesta apuração do IGP-M, os produtos agropecuários (de -1,87% para 0,02%) e industriais (de -0,75% para -0,24%) contribuíram para a taxa menos negativa do índice ao produtor. Na parte agrícola, a maior influência veio da soja (de 0,03% para 5,63%) e, do lado industrial, do óleo Diesel (de 0,00% para 4,15%). A taxa do INCC acelerou e foi outro destaque importante a contribuir para a queda menos intensa do IGP-M, sendo a mão-de-obra (de 0,38% para 0,71%) a principal contribuição para a aceleração deste índice”, afirma André Braz, Coordenador dos Índices de Preços.

Qual o valor do IGP-M acumulado em 12 meses?

O índice acumula taxa de -5,28% no ano e de -7,20% em 12 meses.

Mês de
referência
Evolução
Mensal
Acumulado
12 meses
ago/23-0,14%-7,20%
jul/23-0,72%-7,72%
jun/23-1,93%-6,86%
mai/23-1,84%-4,47%
abr/23-0,95%-2,17%
mar/230,05%0,17%
fev/23-0,06%1,86%
jan/230,21%3,79%
dez/220,45%5,45%
nov/22-0,56%5,90%
out/22-0,97%6,52%
set/22-0,95%8,25%
ago/22-0,70%8,59%

Variação% acumulada em 12 meses

Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA)

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu 0,17% em agosto, ante queda de 1,05% em julho. Na análise por estágios de processamento, a taxa do grupo Bens Finais caiu 0,69% em agosto. No mês anterior, a taxa do grupo havia caído 1,06%. A principal contribuição para este resultado partiu do subgrupo combustíveis para o consumo, cuja taxa passou de -7,71% para -0,95% no mesmo período. O índice relativo a Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, caiu 0,29% em agosto, após queda de 0,47% no mês anterior.

A taxa do grupo Bens Intermediários registrou nova queda, agora com menor intensidade, passando de      -1,19% em julho para -0,22% em agosto. O principal responsável por este movimento foi o subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cujo percentual passou de -1,13% para 3,45%. O índice de Bens Intermediários (ex), obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, caiu 0,79% em agosto, contra queda de 1,20% em julho.

O estágio das Matérias-Primas Brutas variou 0,42% em agosto, após registrar queda de 0,90% em julho. Contribuíram para a inversão da taxa do grupo os seguintes itens: soja em grão (0,03% para 5,63%), café em grão (-13,63% para -3,22%) e milho em grão (-4,95% para -0,46%). Em sentido oposto, destacam-se os seguintes itens: minério de ferro (2,96% para -0,08%), bovinos (-0,03% para -1,59%) e suínos (3,46% para 0,91%).

Índice de Preços ao Consumidor (IPC)

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) caiu 0,19% em agosto. Em julho, o índice variou 0,11%. Seis das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Educação, Leitura e Recreação, cuja taxa de variação passou de 1,15% para -1,19%. Nesta classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item passagem aérea, cujo preço variou -8,72%, ante 5,88%, na edição anterior.

Também apresentaram decréscimo em suas taxas de variação os grupos: Alimentação (-0,15% para -0,93%), Transportes (0,70% para 0,14%), Despesas Diversas (0,50% para 0,00%), Vestuário (0,00% para -0,31%) e Comunicação (0,10% para 0,03%). Nestas classes de despesa, vale mencionar os seguintes itens: hortaliças e legumes (2,52% para -7,23%), gasolina (3,65% para 0,64%), serviços bancários (0,63% para -0,05%), roupas (-0,02% para -0,43%) e mensalidade para TV por assinatura (0,42% para 0,07%).

Em contrapartida, os grupos Habitação (-0,61% para 0,10%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,05% para 0,55%) apresentaram avanço em suas taxas de variação. Estas classes de despesa foram influenciadas pelos seguintes itens: tarifa de eletricidade residencial (-2,83% para 0,82%) e artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,68% para 1,03%).

Índice Nacional de Custo da Construção (INCC)

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 0,24% em agosto, ante 0,06% em julho. Os três grupos componentes do INCC registraram as seguintes variações na passagem de julho para agosto: Materiais e Equipamentos (-0,26% para -0,11%), Serviços (0,77% para 0,22%) e Mão de Obra (0,38% para 0,71%).

O estudo completo está disponível no site.

Fonte: FGV

——-

Se você é proprietário de uma incorporadoraimobiliária ou até mesmo um(a) corretor(a) de imóveis e deseja saber as perspectivas para o mercado imobiliário do Brasil, assine gratuitamente o Boletim VGV e receba direto em seu e-mail as principais notícias e indicadores que impactam o setor.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Compartilhar a notícia

Assine GRÁTIS e receba nossos conteúdos em seu e-mail

Últimas publicações

Veja mais

No ciclo de vida de um empreendimento imobiliário, é comum que o cenário de mercado mude — e, com ele, ...
Por muitos anos, o perfil ideal de um incorporador esteve associado a atributos técnicos: domínio de viabilidade econômica, conhecimento jurídico, ...
Em um cenário de constantes oscilações econômicas, o reequilíbrio financeiro na incorporação imobiliária tornou-se uma ferramenta essencial para a saúde ...
O mercado imobiliário sempre esteve atrelado à dinâmica de crédito — tanto na ponta do consumidor, quanto no acesso ao ...
De acordo com a AELO, as perspectivas para o mercado de loteamentos em 2026 apontam que o setor chegará em ...
Antecipar-se ao crescimento é uma das estratégias mais poderosas da incorporação. A aplicação de uma tese de investimento urbano bem ...
A incorporação para aluguel está ganhando espaço no Brasil, impulsionada por mudanças no comportamento do consumidor, busca por ativos de ...
Gestão de crise se tornou uma competência essencial para incorporadoras, especialmente em cenários de alta nos custos, instabilidade econômica ou ...
A adoção de IA generativa no setor imobiliário está avançando a passos largos e promete transformar profundamente todas as etapas ...
A inteligência artificial na incorporação imobiliária já deixou de ser tendência para se tornar realidade operacional. Incorporadoras que antes apostavam ...

Banca VGV