Logo Grupo VGV horizontal
CONFIRA OS PRINCIPAIS INDICADORES DO MERCADO IMOBILIÁRIO | SELIC 10,75% (20/03/2024) | FIPEZAP+ RESIDENCIAL VENDA +0,64% (04/Abril/2024) | FIPEZAP+ RESIDENCIAL LOCAÇÃO +1,16% (16/Abril/2024) | FIPEZAP+ COMERCIAL VENDA +0,07% (22/03/2024) | IGP-M -0,47% (27/03/2024) | FIPEZAP+ COMERCIAL LOCAÇÃO +0,73% (22/Mar/2024) | IPCA 0,16% (10/04/2024) | INCC-M +0,24% (25/Mar/2024) | INCC-DI +0,28% (05/04/2024) | IVAR 1,06% (04/04/2024) |

Novo Minha Casa, Minha Vida: Desafio ao governo Lula – por João Teodoro da Silva

Compartilhar a notícia

Criado em 2009, durante o segundo mandato de Lula, o programa denominado Minha Casa, Minha Vida decolou rapidamente, na tentativa de combater
Novo Minha Casa, Minha Vida: Desafio ao governo Lula - por João Teodoro da Silva

Criado em 2009, durante o segundo mandato de Lula, o programa denominado Minha Casa, Minha Vida decolou rapidamente, na tentativa de combater o elevado déficit habitacional do país. No ano anterior, levantamento feito pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística registrou que o Brasil carecia de 7,9 milhões de novas moradias, 21% da então população nacional. Criado para combater essa deficiência, o programa concedia financiamento subsidiado, em parceria com estados, municípios e entidades sem fins lucrativos.

O MCMV foi um sucesso! Além de fomentar a economia, em especial o mercado de imóveis, ajudou milhares de famílias, urbanas e rurais, a adquirirem sua casa própria. Em dez anos, cerca de cinco milhões de unidades haviam sido comercializadas. Não obstante, em 2019, início do governo Bolsonaro, o déficit ainda era de 7,2 milhões de residências. O novo Presidente, ao invés de extinguir, remodelou o programa e o chamou de Casa Verde e Amarela. O resultado foi modesto. Só 1,6 milhões de unidades foram entregues entre 2019 e 2022.

Atualmente, o déficit habitacional estimado é de 5,8 milhões de casas. Retornando ao governo, Lula da Silva prometeu recriar o MCMV. Seis meses depois, sua proposta foi aprovada pelo Congresso Nacional. O novo programa pretende entregar dois milhões de unidades até 2026. A nova modalidade retorna com três faixas de renda. A primeira delas, prioritária, pretende financiar até 50% do programa para famílias com renda mensal de até R$ 2.640,00. A faixa 2, famílias com renda de até R$ 4.400,00; a faixa 3 atenderá famílias com renda de até R$ 8 mil.

Como nos programas anteriores, áreas rurais também serão atendidas. Mas a renda considerada será anual, tendo em conta a incerta variação da renda mensal no campo. O cálculo é simples. Basta multiplicar por 12 (meses) o valor das rendas mensais urbanas. Assim, teremos: faixa 1, até R$ 31.680,00; faixa 2, até R$ 52.800; e faixa 3, até R$ 96 mil. Embora ainda sem regulamento, o programa pretende incentivar a aquisição de imóveis usados e aluguel social, com subsídios de até 95%, a fim de promover moradia digna a famílias em situação de vulnerabilidade.

Sem dúvida, nada era mais esperado, em especial pela indústria da construção civil, do que a aprovação pelo Congresso do novo programa. Inclusive pela elevação dos valores a serem financiados: R$ 190 mil, R$ 264 mil e R$ 350 mil, respectivamente, para as faixas 1, 2 e 3. Todavia há grandes desafios pela frente. Para os empreendimentos da faixa 1, a localização do terreno sempre foi problema. Os mais baratos, enquadráveis no programa, quase sempre se localizavam em regiões ermas, o que resultava em abandono das casas pelos mutuários.

A proposta atual prevê a construção em locais já com toda a infraestrutura. Entretanto a escassez de oferta e a expectativa de venda fácil elevarão os preços dos terrenos. Quanto a recursos, o governo suprirá a faixa 1, mas as demais dependerão do FGTS, que é sustentado pelos empregados formais. Porém o desemprego cresce, a Selic segue em alta, e os saques da poupança continuam maiores do que os depósitos. Haverá dinheiro? Apesar das dúvidas, as notícias são alvissareiras. A construção civil e o mercado imobiliário têm muito a comemorar!

João Teodoro da Silva
Presidente – Sistema Cofeci-Creci

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Compartilhar a notícia

Veja mais

Foto por Pedro Ribeiro Segundo o Índice FipeZap, os preços de locação residencial no Brasil tiveram um aumento significativo de ...
O mercado imobiliário de São Paulo apresentou quase 16 mil transações de compra e venda de imóveis em Janeiro deste ...
Veja todas as regras do FGTS futuro e saiba os detalhes de como ele funciona nos financiamentos imobiliários ...
O estudo indica que o faturamento deflacionado das indústrias de materiais de construção apresentou crescimento de 2,8% no acumulado até ...
Será que podemos ter um novo boom imobiliário no Brasil? Dados recentes apontam venda recorde de novos imóveis, demanda por ...
Foto por Davi Costa No último mês de março, os índices de inflação no Brasil, tanto o IPCA (Índice Nacional ...
Ao mesmo tempo em que vive um bom momento de vendas, setor imobiliário precisa lidar com um entrave: a falta ...
O Índice Nacional de Custo da Construção – Disponibilidade Interna (INCC-DI), calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), é um dos ...
Foto por Leohoho O Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR) registrou um aumento de 1,06% em março de 2024, ...
Foto por Alex Caceres O mercado imobiliário brasileiro continua a apresentar sinais de dinamismo, com o Índice FipeZAP registrando um ...

Banca VGV