Logo Grupo VGV horizontal
CONFIRA OS PRINCIPAIS INDICADORES DO MERCADO IMOBILIÁRIO | SELIC 10,50% (08/Maio/2024) | FIPEZAP+ RESIDENCIAL VENDA +0,66% (07/Maio/2024) | FIPEZAP+ RESIDENCIAL LOCAÇÃO +1,38% (21/Maio/2024) | FIPEZAP+ COMERCIAL VENDA +0,25% (28/Maio/2024) | IGP-M 0,31% (29/04/2024) | FIPEZAP+ COMERCIAL LOCAÇÃO +1,11% (28/Maio/2024) | IPCA 0,16% (10/04/2024) | INCC-M +0,59% (27/Mai/2024) | INCC-DI +0,52% (08/Maio/2024) | IVAR +1,40% (07/Maio/2024) |

Mercado reduz previsão da taxa Selic para menos de 12% ao ano

Compartilhar a notícia

Após a redução de 0,5 ponto percentual na taxa Selic, os juros básicos da economia, na semana passada, as instituições financeiras consultadas pelo Banco Central...
Mercado reduz previsão da taxa Selic para menos de 12% ao ano

Projeção de expansão da economia ficou em 2,26%, diz BC

Após a redução de 0,5 ponto percentual na taxa Selic, os juros básicos da economia, na semana passada, as instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) esperam por uma diminuição ainda maior até o final deste ano. A forte queda da inflação fez o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC cortar os juros pela primeira vez em três anos e levar a Selic de 13,75% ao ano para 13,25% ao ano.

Para o mercado, a taxa básica deve encerrar 2023 em 11,75% ao ano, na semana passada a previsão era de 12% ao ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (7), pesquisa divulgada semanalmente pelo BC com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para o fim de 2024, a estimativa é que a taxa básica caia para 9% ao ano. Já para o fim de 2025 e de 2026, a previsão é Selic em 8,5% ao ano, para os dois anos.

A última vez em que o BC tinha reduzido a Selic foi em agosto de 2020, quando a taxa caiu de 2,25% para 2% ao ano, em meio à contração econômica gerada pela pandemia de covid-19. Depois disso, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo que começou em março de 2021, em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis, e, a partir de agosto do ano passado, manteve a taxa em 13,75% ao ano por sete vezes seguidas.

A taxa Selic é o principal instrumento de BC para alcançar a meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

Inflação

No Boletim Focus de hoje, a previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – se manteve em 4,84% neste ano. Para 2024, a projeção da inflação ficou em 3,88%. Para 2025 e 2026, as previsões são de 3,5% para os dois anos.

A estimativa para este ano está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo CMN, a meta é de 3,25% para 2023, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,75% e o superior 4,75%.

Segundo o BC, no último Relatório de Inflação, a chance de a inflação oficial superar o teto da meta em 2023 é de 61%.

A projeção do mercado para a inflação de 2024 também está acima do centro da meta prevista, fixada em 3%, mas ainda dentro do intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.

Em junho, houve deflação no país, ou seja, um recuo nos preços na comparação com maio. O IPCA ficou negativo em 0,08%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi o quarto mês seguido em que a inflação perdeu força. Em maio, o IPCA foi de 0,23%.

No ano, o índice soma 2,87% e, nos últimos 12 meses, 3,16%, abaixo dos 3,94% observados nos 12 meses imediatamente anteriores e seguindo a tendência de queda apresentada desde junho de 2022, quando o índice estava em 11,89%.

PIB e câmbio

A projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira neste ano subiu de 2,24% para 2,26%.

Para 2024, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – é crescimento de 1,3%. Para 2025 e 2026, o mercado financeiro projeta expansão do PIB em 1,9% e 2%, respectivamente.

A previsão para a cotação do dólar está em R$ 4,90 para o fim deste ano. Para o fim de 2024, a previsão é que a moeda americana fique em R$ 5,00.

Por Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Edição: Valéria Aguiar

Foto Divulgação: Marcello Casal Jr. – Agência Brasil

—-

Onde acompanhar as atualizações e notícias do mercado imobiliário?

A melhor maneira é assinando gratuitamente o Boletim VGV, nossa newsletter quinzenal com as principais informações e indicadores econômicos que impactam o setor. Se você é dono de incorporadora, imobiliária, investidor imobiliário ou até mesmo corretor(a) de imóveis, não perca tempo e assine agora mesmo para ficar bem informado sobre tudo o que acontece no setor.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Compartilhar a notícia

Veja mais

Valorização do valor do aluguel comercial também abrangeu preços de venda, que apresentaram a maior variação desde ...
Em comparação a igual período em 2023, o INCC-M de maio 2024 registrou grande descompressão, pois a taxa anualizada em ...
Maiores altas de abril do valor pedido pelo aluguel residencial ocorreram em Fortaleza, Brasília, Florianópolis, Salvador e Curitiba ...
O IPCA de Abril de 2024 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) foi de 0,38% e ficou 0,22 ponto percentual ...
O Comitê de Política Monetária do Banco Central - COPOM - decidiu nesta quarta-feira (8 de Maio) amenizar o ritmo ...
Índice que monitora o preço do aluguel residencial, medido pelo IBRE da Fundação Getúlio Vargas, mostrou incremento significativo em Abril. ...
Com discreta aceleração, o último relatório do Índice FipeZAP mostrou que o preço médio de venda de imóveis residenciais subiu ...
Foto por Charles de Luvio No cenário do mercado imobiliário, a observação atenta dos indicadores econômicos é crucial para entender ...
Foto por Scott Blake O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) revelou um panorama interessante para o ...
Foto por All Bong No panorama do mercado imobiliário comercial brasileiro, o último mês de março de 2024 trouxe uma ...

Banca VGV