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Transformar para produzir mais

Confira artigo de Diego Velletri, coordenador geral da Convenção Secovi, sobre como empresas da indústria imobiliária podem sair na frente para aumentar sua produtividade


Em nível global, a indústria da construção se vê diante de um desafio inadiável: é preciso aumentar  sua produtividade. Segundo relatório da McKinsey, grandes projetos realizados pelo setor em todas as classes de ativos, geralmente, demoram 20% a mais de tempo para serem entregues; e 80%, ao final e ao cabo, acabam acima do orçamento projetado inicialmente.


Segundo a consultoria, as empresas do setor têm um longo caminho a seguir quando o assunto é encampar as novas tecnologias que demandam investimentos para sua concepção. Tanto que o dinheiro que alocam em Pesquisa e Desenvolvimento são menores quando comparados a outros setores: 1% da receita é dispendido em P&D. Em outros segmentos, como o automobilístico e o aeroespacial, essa fração fica entre 3,5% e 4,5% das receitas. Os números falam por si: há um mar de oportunidades para a construção mergulhar.


Mais: em todo o globo, o crescimento da produtividade da economia nas últimas duas décadas foi de 2,8% ao ano. No setor industrial, essa cifra foi de 3,6% ao ano. Na indústria da construção, esse desempenho foi de 1% ao ano.


Empregando 7% da população mundial em idade produtiva e com gastos anuais da ordem de US$ 10 trilhões (13% do PIB global), essa indústria é vital para a salubridade de qualquer economia. Para ter ideia de sua dimensão, ainda segundo a McKinsey, se o setor não se haver das mudanças necessárias para preencher suas lacunas de produtividade, a médio prazo será difícil atender às demandas globais de infraestrutura e habitação.


Peguemos um exemplo caseiro, bem diante de nossos olhos. 


No Brasil, temos um déficit habitacional de mais de 7 milhões de moradias a vencer, segundo a Fundação Getúlio Vargas. Nesse cômputo não estão incluídas as habitações necessárias para atender ao crescimento vegetativo da população (casamentos, divórcios, nascimentos...), que requer mais 15 milhões de imóveis até 2025 – ou seja, 1,5 milhões de moradias por ano entre 2015 e 2025.


Diante dessedesafio, quantas foram as unidades habitacionais ofertadas pelo mercado imobiliário no País ao longo do ano passado? Pouco mais de 82 mil, segundo o Anuário do Mercado Imobiliário 2017 do Secovi-SP.


É verdade que muito desse gargalo seria suprido se a vida das empresas não fosse atrapalhada com o excesso de burocracia e escorchantes impostos. Apesar disso, as companhias do setor podem fazer muita coisa elas mesmas. Sair na frente em iniciativas que surfem nas novidades trazidas pela tecnologia é um bom começo.


Felizmente, o mercado tem se apercebido das tendências e, passo a passo, incorporado várias iniciativas modernizadoras.


Conhecer esses fenômenos, inteirar-se de como implementá-los, entrar em contato com os pontos desencadeadores dessas mudanças e desmistificar muito do “medo” que a palavra tecnologia traz a muitas cabeças... Esses propósitos são os da Convenção Secovi deste ano, cujo mote é “Transforme-se”. Teremos muito a tratar.


Realidade virtual para, por exemplo, demonstração de imóveis, que agiliza o atendimento a clientes e diminui os custos.


Transação de imóveis com criptomoedas, ampliando a margem de possibilidades de negócio.


Uso da blockchain para assegurar a legalidade das transações digitais.


Estamos na era da colaboração? Que tal financiar uma obra via crowdfunding, recorrendo a um sem-número de investidores em plataformas digitais?


E que tal pensar em um empreendimento imobiliário tendo o cliente, desde a concepção, orientando como ele quer o imóvel – o dito crowdsourcing?


Por falar em cliente, sabemos que hoje ele quer mais do que comprar produto e/ou serviço: quer experiências. Mas como oferecer a experiência assertiva? Simples: interpretando o cliente – o mesmo que não pode mais ser decodificado por aspectos como etnia, classe social, gênero, crenças.... Ficou complexo, não?


São várias as possibilidades que esse cenário oferece. E o melhor: aproveitá-las depende só da vontade do empreendedor de se transformar e fazer coisas novas.


É inescapável ao setor imobiliário, um dos muitos que compõem a indústria da construção, render-se a estratégias que contemplem esse novo mundo. Fazer mais do mesmo é um convite ao atraso. Aumentar a produtividade, nesse cenário, requer responder às mudanças na mesma velocidade em que acontecem.


E esse será o espírito da Convenção deste ano, com painéis que abrangerão toda essa gama de assuntos.


Quem quiser fazer parte disso, está mais do que convidado.


*Diego Velletri é coordenador geral da Convenção Secovi 2018. (www.convencaosecovi.com.br)

Fonte: Secovi-SP



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