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Taxa Referencial deixa de ser zero!


A TR, que é a Taxa Referencial, índice utilizado para algumas funções na nossa economia - como por exemplo para corrigir o saldo devedor de muitos contratos de financiamento imobiliário - deixou de ser zero conforme informou o banco central no Comunicado nº 37.933, de 17 de novembro de 2021, e isso tem um impacto direto em muitos contratos de financiamento – inclusive naqueles que estão em andamento.


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A TR, para quem não sabe, é uma taxa de juros de referência que foi  criada nos anos 90, na época do governo Collor, uma época que o Brasil sofreu muito com a hiperinflação. Essa taxa referencial foi criada dentro de um conjunto de medidas econômicas e, em meio a diversas outras funções, deveria servir de referência para as demais taxas de juros e ajudar a controlar a inflação, além de calcular o rendimento de determinadas aplicações financeiras como títulos públicos e a poupança.


Após muitas mudanças na nossa política econômica, a TR acabou deixando de ser usada para controlar a inflação, dando lugar à Selic.


Atualmente, a taxa Selic desempenha o papel de sinalizador da taxa de juros e um dos instrumentos de combate à inflação, porém mesmo assim a TR ainda é usada como parte da indexação de ativos, como por exemplo o FGTS, poupança e títulos de capitalização.


Deste modo, com todas essas alterações ao longo dos anos, a TR sofreu algumas mudanças na sua maneira de ser calculada e com isso acabou ficando muito baixa ou até zerada, conforme estávamos vendo recentemente (a TR estava zerada desde 2017!!!). Agora, de acordo com o comunicado 37.933 do Banco Central, a TR voltou a ter um valor e isso tem um impacto direto no mercado imobiliário, pois ela deixando de ser zero, vai atualizar as contas vinculadas do FGTS, cadernetas de poupança e os contratos de financiamento imobiliários que possuem a TR como indexador para atualização do saldo devedor.


Se você já comprou um imóvel financiado com correção do saldo devedor pela TR, ele pode aumentar a partir de agora. 


O valor a princípio é baixo, sim, mas ele pode subir se as taxas de juros subirem demais e consequentemente a TR. Especialmente se a Selic passar de 2 dígitos, aí veremos um aumento mais perceptível na TR. Importante ressaltar que, mesmo o valor sendo baixo percentualmente falando, ele pode ter algum impacto no seu orçamento dependendo do valor do seu financiamento. 


Importante, ainda, ressaltar dois aspectos pra quem tem financiamento em andamento que são:


* Saldo residual (embora existam instrumentos que protegem o tomador do crédito limitando o valor do residual);

* Nos casos de quem tem financiamento bancário em fase de obra, ocorrerá a atualização monetária.


E se por acaso você ainda não comprou um imóvel, mas pretende comprar, é sempre interessante comparar todas as modalidades disponíveis  e fazer as contas corretamente – especialmente agora que a Taxa Referencial deixa de ser zero!


Muita gente acha que para comprar um imóvel financiado basta assinar os papeis e depois ir pagando mensalmente, mas eu sempre recomendo que tenham muita atenção, pois um contrato de dívida tão longa precisa desse cuidado e – PRINCIPALMENTE – orientação. Quando você tem informação correta, você faz um bom negócio. Não deixe NUNCA de consultar um BOM CORRETOR DE IMÓVEIS e um BOM CORRESPONDENTE BANCÁRIO para lhe auxiliar nesse processo.




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