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Mudanças no setor da construção civil podem ajudar a combater aquecimento global


No grupo dos sete países mais industrializados do mundo, G-7, e na China, as emissões causadas pela construção de edifícios residenciais podem ser reduzidas em pelo menos 80% até 2050.  Confira com o Portal VGV as medidas. 


A conclusão é de um novo relatório do Painel Internacional de Recursos do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma.  


* Vale ressaltar que o Brasil, até o presente momento pertence a outro grupo, o G20. Neste, estão reunidas as 20 maiores economias mundiais. Enquanto isto, Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido constituem os integrantes do G7.


Emissões  

Na primeira fase, serão construídas 500 salas de aula. A pesquisa mostra que a extração e processamento de recursos naturais representam mais de 90% da perda global de biodiversidade e do estresse hídrico. Também é responsável por cerca de metade das emissões globais de gases de efeito estufa. 


No setor de construção civil, as emissões de gases de efeito estufa poderiam ser reduzidas em 350 milhões de toneladas na China, 270 milhões de toneladas na Índia e 170 milhões nos países do G-7, entre 2016 e 2060. 


Medidas 

O relatório propõe uma série de estratégias de eficiência material, como o uso de menos materiais, produtos alternativos ou reciclagem de materiais.  


Em nota, a chefe da Unidade de Cidades do Pnuma, Martina Otto, disse que "é necessária uma intervenção política com diferentes ângulos para alcançar essas mudanças." 


Otto afirma que "as políticas podem influenciar a maneira como as pessoas vivem, os materiais usados e como são usados." Ela sugere, por exemplo, o fim dos subsídios ao uso de materiais virgens, que exigem extração e são usados pela primeira vez.  


A pesquisa recomenda outras estratégias como impostos, zoneamento e regulamentação do uso da terra, mas também mudanças nas preferências e comportamento do consumidor. 


Para Martina Otto, "os códigos e padrões de construção impulsionam o comportamento do setor da construção" e "podem incentivar ou restringir a eficiência e a reutilização dos materiais." 


Resultados 

De acordo com o relatório, quase 40% das emissões de gases de efeito estufa relacionadas à energia são do setor de construção. 


Nos últimos anos, muita atenção foi dada à eficiência energética dos edifícios depois de construídos, mas também é preciso examinar os materiais usados durante a construção.  


Nos países do G-7 e na China, estratégias que tornam os materiais mais eficientes, incluindo reciclagem, podem reduzir as emissões na construção de edifícios residenciais de 80% a 100% até 2050. Na Índia, pode ficar entre 50% a 70%. 


Escolhas

Existem muitas opções para conseguir esses resultados.  


A madeira produzida de maneira sustentável, por exemplo, pode reduzir as emissões em 1% a 8% neste período. Segundo Martina Otto, "há uma variedade de novos produtos, como resíduos agrícolas, que podem ajudar." A própria arquitetura dos edifícios pode ser melhorada para usar menos 8% a 10% de materiais.  


As medidas com maior impacto e menor custo incluem a utilização dos edifícios por mais horas durante o dia e a extensão da vida útil dos edifícios.  


No total, com todas essas medidas, poderiam ser evitadas entre 5 a 7 gigatoneladas de emissões nos países do G-7 até 2050.  Esse valor representa uma redução nas emissões causadas por construção, operações e desmantelamento de casas entre 35% a 40%.


Fonte: http://www.ademi.org.br/article.php3?id_article=78946


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