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Mercado imobiliário em Goiás cresce 17% e segue surpreendendo no Brasil


Setor em Goiânia acumula quatro anos consecutivos de aumento nos negócios;  alta no custo de construção e desabastecimento das obras são principais desafios

 

O mercado imobiliário de Goiânia e Aparecida de Goiânia, em Goiás, passou pelos 10 primeiros meses da pandemia com os pés no chão e colhe como resultado, o crescimento de 21,4% nas vendas de imóveis em 2020. Um aumento que consolida um cenário de quatro anos consecutivos de aumento nas vendas, desde o ano de 2016. 

 

Foram 8.238 imóveis comercializados em 2020, enquanto que, em 2019, esse número foi de 6.784 imóveis. Com as vendas aquecidas, houve aumento também na quantidade de lançamentos de imóveis, que cresceu 17% em 2020 diante de 2019: 2020 contabiliza 7.387 imóveis lançados contra 6.306 unidades de 2019. Este é considerado o maior volume de lançamentos desde o ano de 2013, quando foi lançado número de unidades similar (7.407 unidades). Como as vendas foram maiores do que a quantidade lançada, o mercado registrou uma redução de 9% na oferta de imóveis: enquanto ao final de 2019 eram 9.329 imóveis de incorporadores à venda, no final de 2020 a oferta era de 8.478 imóveis, o menor patamar de oferta dos últimos 11 anos. Os números fazem parte da pesquisa da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO), realizada pela Brain Inteligência Estratégica. 

 

Um dos motivos atribuídos ao aumento das vendas está relacionado à queda nas taxas de juros dos financiamentos imobiliários. “Estamos no menor patamar de taxa de juros da história do país. A queda reduz significativamente o valor das parcelas dos imóveis, o que aumenta a demanda, uma vez que mais pessoas tem condição de comprar imóvel”, explica o presidente da Ademi-GO, Fernando Razuk. 

 

Outro fator que contribuiu para o aumento nas vendas de imóveis foi o fato de as pessoas estarem mais tempo dentro de casa na pandemia. “Com a pandemia, as pessoas passaram a ficar mais tempo em casa e perceberam a necessidade de comprar imóvel maior ou mais atualizado para oferecer mais conforto para a família”, diz. Assim, com mais tempo dentro de casa, surgiram também novas necessidades, como o home office, uma grande necessidade que agora se tornou realidade. As pessoas, aponta o presidente da entidade, perceberam o quanto é importante ter um apartamento com sala bem ventilada e iluminada. Lazer completo também passou a ser essencial, uma vez que equipamentos de lazer como clubes e shoppings têm sido evitados pela maioria. “Alguns imóveis de luxo agregaram até piscina nos apartamentos para que os clientes tivessem a sensação de morar em ‘casa’, mas sem ter de enfrentar o trânsito dos condomínios fechados. Tudo isso impactou na alta das vendas, que chamamos de ‘upgrade’, ou seja, buscaram imóveis maiores e ou mais atualizados”, explica Razuk. 

 

“A despeito da pandemia da Covid-19, o mercado imobiliário de Goiânia foi resiliente tanto em vendas quanto em lançamentos. Enquanto obteve resultados expressivos nestes dois pontos, o Brasil registrou um crescimento de vendas de 8%, no entanto com uma queda de quase 18% no volume de lançamentos”, frisa Fábio Tadeu Araújo, sócio da Brain.  

 

Desafios  

Com os custos em alta e com falta de materiais, a Ademi-GO alerta que os empreendedores deverão, necessariamente, aumentar os preços, uma vez que os valores de vendas atuais não viabilizam novos empreendimentos. Segundo o presidente da entidade, os incorporadores locais vêm trabalhando há alguns anos no limite do que é viável. Com a alta nos custos de construção, será necessário repor os preços de vendas dos imóveis, para que os empreendimentos se tornem viáveis. “Os empreendedores também deverão controlar muito bem seus custos. As compras de materiais deverão ser programadas com maior antecedência para que a falta de insumos não prejudique o cronograma de obras”, alerta Razuk. Para evitar problemas de atrasos, a entidade aconselha ao comprador de imóvel sempre priorizar a compra de empresas profissionalizadas e que apresentem as melhores práticas de gestão, características comuns dentre as empresas associadas da entidade.  

 

Um outro alerta: empreendedores de baixa renda terão desafio ainda maior, uma vez que o programa Casa Verde e Amarela (antigo Minha Casa Minha Vida) define o preço máximo de venda dos imóveis enquanto o custo de construção aumentou significativamente. “Muitos empreendimentos voltados para a população de baixa renda ficarão inviabilizados. Para voltar a ter volume significativo de lançamentos para esta parcela da população, será fundamental o Governo Federal elevar o valor de venda dos imóveis dentro do programa ou que sejam criados, pelo Governo Estadual e/ou Municipal, programas de incentivo para a construção desse tipo de moradia”, observa Razuk. 

 

Futuro 

Para 2021, as perspectivas para o mercado imobiliário continuam boas, uma vez que os fatores que fizeram ocorrer o ‘boom’ nas vendas de 2020 devem permanecer. A expectativa é que os juros continuem em baixa e, consequentemente, as vendas devem se manter em alta. O crescimento de vendas esperado para 2021 é de 10%. Segundo o Relatório Focus, emitido pelo Banco Central, a aposta de economistas é que a Selic fique em 3% ou 3,5% ao ano no final de 2021, o que, segundo Razuk, ainda é muito baixo, quando comparado com todo o histórico do Brasil  

 

Já o volume de lançamentos imobiliários deve crescer em relação a 2020, uma vez que os empresários estão enxergando boa perspectiva para o mercado e, já neste início de 2021, estão em andamento pelo menos seis lançamentos imobiliários em Goiânia. “Nos anos do grande ‘boom’ imobiliário brasileiro, os imóveis em Goiânia chegaram a se valorizar 20% em um ano. De 2014 até atualmente, essa valorização ficou em torno de 5% ao ano. A Ademi-GO acredita que essa valorização deva se intensificar ainda mais nos próximos meses e anos, uma vez que diversos fatores da conjuntura atual devem contribuir para a aceleração da valorização dos imóveis”, aponta o presidente. “E, com o mercado aquecido (demanda alta), a oferta de imóveis em Goiânia é a menor dos últimos 11 anos. Com demanda alta e oferta baixa, a tendência de valorização é natural”, aponta. 

 

 É possível que a alta dos preços dos materiais de construção possa manter o ritmo crescente e, consequentemente, continuar impactando diretamente no preço dos imóveis. As obras em andamento repassarão este reajuste para manter a margem e os lançamentos necessariamente terão um preço maior. “Juntando-se a todos estes fatores temos ainda a aprovação do novo Plano Diretor de Goiânia no ano de 2021, no qual devem ser colocadas algumas restrições para o adensamento nos bairros mais consolidados. Caso isso se confirme, podemos ter uma redução da oferta de imóveis nos setores mais desejados e, consequentemente, um aumento nos preços”, adianta Razuk. 


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