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Com deflação no aluguel, mercado imobiliário de São Paulo passa por ajustes de preços


Em abril, a capital paulista obteve deflação de 0,9% no preço médio dos imóveis locados e, no acumulado de 12 meses, o índice alcança recuo de 3,65%. Queda é influenciada pela troca do IGPM pelo IPCA e maior volume de renegociações de valores de contratos 


Desde o início da pandemia, um dos maiores mercados imobiliários do país enfrenta mudanças e ajustes no segmento de aluguéis. Em abril deste ano, a cidade de São Paulo registra uma deflação de 0,9% no preço médio dos imóveis locados. Em 2021, este índice já alcança recuo de 1,13% e, no acumulado de 12 meses, a variação é de -3,65%, de acordo com o índice FipeZap de Locação Residencial. No entanto, a metrópole paulista figura no mês como a capital com o preço mais elevado do metro quadrado no país: R$ 39,67/m². 


De acordo com Thiago Ciaciare, gerente de Marketing da Desenrola, plataforma digital de locação e venda de imóveis criada dentro do Grupo Brasil Brokers, os valores dos aluguéis estão em queda em ritmo maior em 2021. "Nossa cidade possui um mercado gigante de imóveis, com uma grande oferta de propriedades. A tendência é ter mais ofertas, o que faz com que tenhamos mais negociações e, consequentemente, redução dos preços. Ao mesmo tempo, temos várias renegociações também acontecendo, proprietários com receio de ter um imóvel desocupado e que estão aderindo ao IPCA, substituindo o IGPM como fator de correção", explica Thiago.  


Em São Paulo, o maior volume de renegociação de aluguéis acontece nos contratos de imóveis residenciais. Na Desenrola, quase a totalidade dos contratos tiveram renegociação fora do IGPM na primeira quinzena do mês de abril. Contratos iniciados a partir de março de 2020 que, por conta da pandemia, ofereciam desconto no primeiro ano de aluguel e teriam renegociação agora, após um ano, tiveram o benefício mantido na renovação da locação pelos proprietários. De acordo com Thiago, para o inquilino não deixar o imóvel, a Desenrola intermediou os contatos e foram oferecidos descontos de até 40% de desconto nos valores. "Proprietários se dispuseram a continuar com o contrato, abrindo mão não só do reajuste do IGPM como mantendo as condições oferecidas no início da pandemia, o que levou uma grande parte dos inquilinos a optar por permanecer nos imóveis", conta. 

 

Visitas 

Mesmo diante do cenário de ajustes de preços, o mercado de aluguel em São Paulo esteve aquecido durante o mês de abril. Para se ter uma ideia, a Desenrola obteve um crescimento de 35,29% nas visitas aos imóveis em comparação ao mês anterior.  


Na análise das 25 cidades monitoradas pelo índice FipeZap, o preço médio do aluguel encerrou o ano em R$ 30,46/m². Entre as 11 capitais monitoradas, São Paulo se manteve como a capital com o preço médio mais caro (R$ 40,06/m²), seguida pelos valores médios registrados em Brasília (R$ 32,16/m²), Recife (R$ 31,50/m²) e Rio de Janeiro (R$ 30,74/m²). Já entre as capitais com menor valor de locação residencial, destacaram-se: Fortaleza (R$ 17,37/m²), Goiânia (R$ 18,46/m²), Curitiba (R$ 20,77/m²) e Belo Horizonte (R$ 23,54/m²).   



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