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Imóveis residenciais apresentaram ligeira elevação nos preços em setembro


Probabilidade de uma aceleração mais forte na retomada dos preços dos imóveis residenciais ainda é pequena no curto prazo


A ligeira elevação nos preços dos imóveis residenciais captada pelo Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R/ABECIP) em setembro (0,10% comparada a agosto) resultou na continuidade da aceleração da taxa de variação acumulada em 12 meses do indicador (0,60% em setembro após registrar 0,46% em agosto).


Segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), olhando para as nove capitais consideradas pelo índice, apenas Recife apresentou uma variação acumulada em 12 meses crescentemente negativa (-0,39% em setembro contra -0,12% em agosto).


No caso do Rio de Janeiro, única dentre as outras capitais a apresentar um acumulado negativo nos 12 meses em setembro (-1,75%), ainda assim se observa uma evolução com relação ao resultado pior observado em agosto (-2,09%). Sempre no critério do acumulado em 12 meses, Fortaleza passou de uma variação negativa em agosto (-0,13%) para positiva em setembro (0,13%), enquanto todas as outras capitais tiveram aceleração nas suas taxas positivas de crescimento dos preços nominais dos imóveis residenciais.



No entanto, sob a perspectiva das variações trimestrais, esta recuperação não apresenta aceleração para o Brasil, assim como para a maioria das capitais.


Enquanto para o Brasil a variação do terceiro trimestre de 2018 sobre o segundo foi de 0,07%, a variação do segundo sobre o primeiro trimestre havia sido um pouco superior (0,08%).



O gráfico acima mostra o terceiro trimestre de 2017 como o ponto mais baixo da série histórica do IGMI-R em termos trimestrais, com a recuperação tendo início no trimestre seguinte. Isso faz com que, a partir do último trimestre de 2018, a base de comparação mais alta torne mais difícil a aceleração da recuperação dos preços dos imóveis residenciais, na perspectiva puramente estatística.


Em termos dos fundamentos econômicos, principalmente no que diz respeito aos investimentos, o ambiente ainda é dominado pelos efeitos da incerteza gerada pelo quadro político. Como resultado, a probabilidade de uma aceleração mais forte na retomada dos preços dos imóveis residenciais ainda é pequena no curto prazo.


Fonte: Abecip



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