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Crédito imobiliário e economia


Em meio a reclamações contra a paralisação nos financiamentos do programa Casa Verde e Amarela, no último dia 7 de junho, o Presidente Pedro Guimarães anunciou em live o novo Feirão da Caixa, em formato digital, de 25 de junho a 4 de julho. Infelizmente, não obstante nossos apelos e os excelentes resultados de nossas parcerias, o banco ignorou solenemente os Corretores de Imóveis. Nosso último acordo de parceria venceu há mais de um ano e, apesar de todo o esforço do nosso Diretor Sérgio Sobral para renová-lo, não logramos êxito junto à atual gestão da Caixa.


Entretanto boas notícias também foram anunciadas. Mutuários em dificuldades, dependentes de auxílio emergencial ou de seguro desemprego, poderão suspender o pagamento das prestações por até seis meses. Outros mutuários poderão reduzi-las em até 25%. O valor da dívida suspensa será diluído no saldo devedor, com encargos. Outra possibilidade é a redução, por até três meses, de 25% a 75%, no valor das parcelas, mediante autodeclaração de perda de renda; ou acima de 75%, mediante comprovação documental de redução dos rendimentos. 


Quanto ao volume de financiamentos, Guimarães afirma que a Caixa vai muito bem. Continua liderando com cerca de 68% de todo o crédito habitacional do país, com uma carteira de crédito de R$ 523,1 bilhões, em 5,76 milhões de contratos. Em março deste ano, foi lançada a nova linha de crédito Poupança Caixa, que já representa 40% de todos os contratos do banco com recursos do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo). A nova modalidade oferece juros a partir de 3,35% ao ano, mais a taxa de remuneração da caderneta de poupança. O saldo devedor é atualizado mensalmente pela TR, ainda zerada.


A reativação da economia tem reforçado a disposição de compra financiada no mercado habitacional. A Caixa contratou, só com recursos do SBPE, de janeiro a maio de 2021, R$ 29,6 bilhões, representando um crescimento de 112,9%, em comparação com o mesmo período do ano passado. Em relação a 2019, o crescimento no mesmo intervalo foi estrondoso: 678,9%. No geral, o banco financiou R$ 52,4 bilhões. Crescimento de 41,4%, totalizando 240,6 mil novos contratos. 


Os números acima são animadores e refletem a força que impulsionou o mercado imobiliário durante a pandemia, mesmo contra todas as expectativas. Entretanto o mercado futuro ainda é duvidoso. Mesmo com o retorno de certa normalidade sanitária, as dificuldades que teremos de enfrentar não são nada desprezíveis. A dívida pública brasileira, embora já registre certa estabilidade, aproxima-se de 90% do PIB. As reformas estruturantes, administrativa e tributária, continuam emperradas, diante de uma estrutura orçamentária que consagra a gastança.  


O mercado financeiro, preocupado com a instabilidade política que se avizinha com a eleição de 2022, não obstante o otimismo manifesto do Ministro da Economia, começa a repensar as projeções para o PIB, inflação e taxas de juros, admitindo riscos para a retomada em “V”, na qual tanto acredita Paulo Guedes. Enfim, nossa esperança é a vacinação em massa, de mais de 70% da população, até o final do ano. Com isso, poderemos superar os malefícios da Covid-19 e alcançar o ritmo de desenvolvimento que os países mais abalados pela pandemia já estão praticando.


João Teodoro da Silva

Presidente – Sistema Cofeci-Creci – 20/JUN/2021.



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